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“Maria Vermelha” leva dança e reflexão sobre violência contra a mulher a Salvador

  • tabladobaiano
  • 17 de jun.
  • 1 min de leitura

Salvador recebe nesta quinta-feira (18), às 19h, no Espaço Xisto Bahia, nos Barris, o espetáculo de dança-teatro “Maria Vermelha”, protagonizado por Bel Sôuza. A apresentação é gratuita e tem classificação indicativa de 14 anos. O solo propõe uma reflexão sobre as diferentes formas de violência contra a mulher e os mecanismos de opressão ao feminino, utilizando a arte como instrumento de conscientização.


Inspirado no livro “Inventário Vermelho” e nas vivências da artista no candomblé, o espetáculo também atravessa um momento pessoal de espiritualidade. “O espetáculo também dialoga com o meu fechamento de ciclo no candomblé”, afirma Bel. “No ano que vem, passo pelo ritual chamado obrigação de sete anos, e com isso senti a necessidade de falar das Pombasgiras, já que a minha guia espiritual é esta entidade.”


A montagem reúne relatos e experiências de mulheres, abordando temas como dor, prazer, resistência e recomeço, tendo a figura da Pombogira como elemento central da narrativa. O nome “Maria” vem de diferentes representações da entidade feminina Pombagira, como Maria Padilha, Maria Quitéria, Maria Mulambo e Maria Navalha, algumas delas presentes no espetáculo. “Pombasgiras são mulheres que já estiveram encarnadas. Elas não são necessariamente africanas, como é comum pensar. Existem Pombasgiras cujas histórias são de mulheres europeias e brasileiras, por exemplo. Por terem tido vidas dolorosas, acreditamos que, após a morte, elas se tornam essas entidades femininas que nos protegem e auxiliam”, afirma Bel Sôuza.


Embora gratuita, a apresentação contará com contribuição voluntária destinada à cirurgia oftalmológica do percussionista Bira Monteiro, referência na formação da dança em Salvador.


 
 
 

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O Tablado Baiano reúne e valoriza a cena cultural da Bahia, com cobertura de shows, teatro, eventos e diversas expressões artísticas, destacando a produção local e ampliando o olhar sobre a arte no estado.

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